Prefeitura de Marilândia

5ª Feira, 23 de Fevereiro de 2012

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História



Até o inicio do século passado, toda região da atual município de Marilândia não passava de florestas virgens. Ocorreu no Brasil em meados do século XIX um grande fluxo migratório de várias origens, principalmente a italiana, incentivada pelo Governo Imperial, para solucionar o problema gerado pela falta de mão de obra na população cafeeira. Esses imigrantes localizaram-se nas regiões cafeeiras do Rio de Janeiro, Minas Gerais, mais tarde expandindo-se para o Espírito Santo e São Paulo. 

 

Segundo essa expansão, por volta de 1925, atraídos pela fertilidade do solo de terras ainda virgens, começaram a cruzar as então inóspitas e indomáveis terras do Rio Doce. Esses homens, dotados de extrema coragem e inesgotável vontade de trabalhar procediam de vários municípios do sul do Espírito Santo. Eram eles: Irmãos Ceolin, Carlo Franco, Luiz Forte, Irmão Lorenzoni, Irmãos Fregona, João Palma, Luiz Zago, Sebastiano Oliana e outros. 

Esses colonizadores abriram as primeiras clareiras, construíram as primeiras moradias e iniciaram o plantio de café. 

A medida que mais famílias iam chegando, formava-se um povoado chamado Liberdade. Mais tarde, os padres Salesianos em visita a este povoado deram-lhe o nome de Marilândia, que quer dizer terra de Maria, e adotaram Nossa Senhora Auxiliadora como Padroeira. 

 

Iniciava-se então, o crescimento desse povoado que teve como seu primeiro comércio um botequinho de secos e molhados, instalado em um barraco de madeira, à beira das primeiras moradias.  Em 1929, o pequeno povoado teve sua primeira escola e sua primeira professora veio de Acioli. Logo depois a escola recebe sua segunda professora D. Elvira Linhales. A escola era mais um barraco, que passou a ser utilizado também como capela, onde foi realizada a primeira missa pelo padre Salesiano Antônio Marssigalia, iniciando-se assim, as atividades sociais.  Sentindo necessidade de uma ligação com o povoações visinhas, os moradores locais iniciaram a abertura de uma estrada ligando Marilândia a Colatina. Esta Estrada, inaugurada em 1932, foi aberta até o Chapadão, seu trecho mais difícil, por estes moradores, utilizando o enchadão e daí ate Colatina concluída por uma companhia. 

 

Com a nova Estrada, o transporte que era feito por animais, passou a ser substituído e, em 1934, chegava ao povoado o primeiro caminhão de propriedade de Alberto Ceolin.  Ainda em 1934, era feita a derrubada numa área de meio alqueire cedida pelo proprietário Germano Schuster, para a construção da 1ª Igreja de Marilândia que recebeu o nome de Nossa Senhora Auxiliadora, em homenagem à Padroeira. 

 

Em 1951, ocorreu a inauguração do 1º Grupo Escolar “Professor Ananias Netto”, onde funciona hoje a Escola de 1º Grau Escolar “Maria Izabel Falcheto”, e em 1952 recebeu a visita do Governador Janes dos Santos Neves, para a inauguração do 1º serviço de água de Marilândia. Em 02 de fevereiro de 1955 foi inaugurado solenemente o Pré-Seminário Diocesano “Imaculado Coração de Maria”, destinado a recrutar vocação sacerdotal. Sua construção ficou a cargo do então Vigário de Marilândia o Cônego João Batista Guilherme Koeltgen. Foi seu 1º Reitor Cônego Maurício de Mattos Pereira. Neste mesmo prédio passou a funcionar mais tarde a Escola Normal D. Nery e pouco tempo depois a Escola de 1º e 2º Graus “Imaculado Coração de Maria”, que teve durante muitos anos o vigário cônego Antônio Volkers, até 1982, quando a escola passa para a rede Estadual. 

 

A comunidade ia crescendo juntamente com o distrito, manifestando sempre o pensamento de uma emancipação política. 

Algumas tentativas foram ensaiadas mas não foram levadas adiante, por falta de interesse dos homens públicos em tomar a frente e orientar todo o processo. Partiu da própria comunidade, a iniciativa de formar uma comissão executiva, que levaria adiante a ideia, já antiga de emancipação. Em agosto de 1979 foi formada por representantes comunitários, a comissão pró-desenvolvimento de Marilândia, composta dos seguintes elementos: Osvaldo Passamani, Orivaldo Caldara, Sérgio Falcheto, Albino Zavariz, Leandro Lorencini, Nelson Lorenzoni, Hélio Falcheto, Firmo Morozini, Honório Casali, Francisco Perim, Helias Caliman, Antônio Ely Caldara, Jovino Caliman e Cezário Caliman.  Essa mesma comissão levou à Assembléia Legislativa, um abaixo assinado da população, com 2.419 assinaturas, anexado a um requerimento pedindo providências no sentido de desmembrar o distrito de Marilândia do Município de Colatina. O distrito ainda não satisfazia algumas exigências legais, tais como número de habitantes e arrecadação de receita, por isso a comissão conseguiu a adesão do distrito de Sapucaia que, somado ao distrito de Marilândia passou a atender essas exigências. Finalmente, no dia 22 de abril de 1980, tornou-se real o sonho que já vinha desde os tempos antigos, e através da aprovação da consulta popular em forma de plebiscito, aconteceu a emancipação, e Marilândia passou a ser município numa votação onde 2.976 pessoas disseram sim em contrapartida a 244 que disseram não, tendo 27 votos em branco, 26 nulos, 802 abstenções num total de 4.075 votantes. 

 

No dia 14 de maio de 1980, o Governador Eurico Rezende sancionou a Lei nº 3.345 que criou Marilândia o 55º Município Capixaba. A instalação do Município se deu em 1983, após as eleições. Dois meses após a Posse, o novo prefeito Djacir Gregório Caversan, iniciou sua Administração, alugando uma casa, onde funcionou a Prefeitura durante os 06 (seis) anos de mandato. Recebeu da Prefeitura Mãe (Colatina) a quantia de Cr$ 1.360.000,00 um Caminhão Basculante e uma Retro-Escavadeira usada. 

 

A Estrutura Administrativa ficou assim constituída: 

* Luiz Arrivabene – Chefe do Departamento de Obras e Serviços Urbanos; 

* Alôncio Bergamaschi – Chefe do Departamento de Finanças; 

* Rosa Carmelina Falcheto – Chefe do Departamento de Administração; 

* Marcos Catelan – Chefe do Departamento de Saúde, Educação e Cultura. 

 

O poder legislativo contou com uma funcionária nos seis primeiros anos de mandato, Maria Áurea Paier. Seus membros: 

* Presidente (dois anos) – Luiz Carlos Passamani; 

* Vice-Presidente – José Carlos Milanezi; 

* Secretário – Hervécio Camata. 

 

Demais vereadores: 

* Aldir Comério; 

* Maurício Bravin; 

* Roberto Arrivabeni; 

* José Claudecir Altoé. 

 

Um fato importante que marcou a história do município, e que proporcionou um súbito desenvolvimento da cidade, foi a vitória do filho da terra: Gérson Camata para Governo do Estado em 1983. 

 

O Governador, cunhado do então Prefeito Djacir Gregório Caversan, enviou grandes somas de recursos ao município e viabilizou a construção de grandes obras, dentre as quais a pavimentação da Rodovia Colatina-Marilândia seguindo para São Pedro (Comunidade), um estádio de Futebol, Reforma da Escola de 1º Grau “Maria Izabel Falcheto” e Auditório, Instalação do DDD e DDI, Unidade Sanitária e Eletrificação Rural em sete comunidades.  Merecem destaque também algumas obras concretizadas na primeira Gestão Administrativa, tais como: arborização, calçamento e iluminação das principais ruas da cidade, instalação de uma antena Parabólica na Sede, construção do Jardim de Infância, Chafariz na praça da Igreja Matriz, abertura de Novas ruas, aquisição de duas Patróis, três Caminhões,uma Pá carregadeira, uma Retro-Escavadeira e um Automóvel, entre outros. Já no 2º semestre do ano de 1988, os Municípios, passaram a viver um clima de sucessão Municipal, quando se faria eleito, o 2º prefeito do Município. Eram três candidatos: Luiz Arrivabene – Candidato do PTB – Apoiado pelo então Prefeito, Djacir Gregório Caversan; Alexandre Drago – Candidato do PT; José Carlos Milanezi – Candidato do PMDB – O mais forte candidato de oposição, que venceu as eleições com um total de 2.642 votos, equivalente a 65% dos votos úteis. No dia 01 de janeiro de 1989, o Prefeito eleito e seu Vice, Geraldo Antônio Bonfá, foram empossados nos respectivos cargos, no Auditório da Escola de 1º Grau “Maria Izabel Falcheto”. 

 

Iniciou seus trabalhos reorganizando a estrutura administrativa da Prefeitura, e escolheu para assessorá-lo as seguintes personalidades: 

* Alôncio Bergamaschi – Assessor de planejamento 

* Caludiomir Renato lorenzoni – Chefe Departamento de Administração 

* Edson Antônio Magnago – Chefe Departamento de Finanças 

* Francisco Ademar Passamani – Chefe Departamento de Obras e Serviços Urbanos 

* Maria Gorete Padovan Milanezi – Chefe de Gabinete 

* Maria Áurea Paier Melotti – Chefe Departamento de Educação e Cultura 

* Valdivino Almeida Martins – Chefe Departamento de Saúde e Ação Social. 

 

O Prefeito juntamente com seus assessores, realizam um trabalho democrático (principal característica de seu governo) entregando ao povo obras prioritárias no Município como: calçamento de Comunidade, creche, antena parabólica (região de Sapucaia), iluminação pública, bueiros, pontes, quadras poliesportivas, escolas e pré-escolas. Adquiriu 01 (uma) Retro-Escavadeira, 01 (um) Girico, 01 (uma) Camionete Kombi, 01 (um) Saveiro, 01 (um) Automóvel Gol, 01 (um) ônibus. 

A Educação tem recebido total apoio da atual administração com o Transporte gratuito de alunos (aproximadamente 120), construção de escolas e pré-escolas, alimentação escolar e material didático. 

 

No campo da Educação vale destacar o nome do nosso querido Padre Antônio Volkers que tanto fez pelo Município neste aspecto. Desde que aqui chegou em 1959, iniciou seu trabalho de educador sendo nomeado Reitor do Pré-Seminário Imaculado Coração de Maria. Mais tarde, fundou a Escola Normal “D. Nery” da qual foi Diretor. Criou o curso de Técnico em Contabilidade, cuidou por algum tempo de crianças carentes – antiga Feben. Padre Antônio faleceu em 23 de Janeiro de 1989 – tendo sido decretado luto oficial por 03 (três) dias. 

Ainda no ano de 1989 ocorreu um fato da maior relevância para os Municípios: a elaboração da Lei Orgânica do Município, a cargo do Poder Legislativo Municipal. Como representante do povo Marilandense, coube a estes vereadores criar Leis que satisfazem seus anseios. 

 

A sessão solene de Instalação da Câmara Municipal Organizante foi realizada no dia 17 de outubro de 1989 e ficou assim composta: 

* Presidente: Hervécio Camata 

* Vice-Presidente: José Luiz Astori 

* 1º Secretário: Sebastião Vermelho Neto 

* 2º Secretário: Antônio Darcy Agrizzi 

* Relator Geral: Marcos Catelan 

Demais Vereadores: 

* Américo da Silva Moraes 

* Aurivaldo José Caldara 

* Elias Caliman 

* Itamar José Lorencini 

* Joaquim Fernandes dos Reis 

* Luiz Fortunato Gava 

* Maurício Bravin 

 

A Promulgação da Lei Orgânica ocorreu na Sessão Solene do dia 05 de abril de 1990. 

Procurando seguir os preceitos inscritos na Lei Orgânica Municipal e Constituição Federal, o Prefeito Municipal, José Carlos Milanezi, promoveu o 1º Concurso Municipal para preenchimento de todas as Vagas existentes na Prefeitura no dia 28/10/90, concretizando um grande anseio de toda a Municipalidade. 

 

Ainda nesta época, ocorreu um fato marcante na área da saúde, abalando a Comunidade Marilandense e mais especialmente a região de Patrão-Mór, onde um Surto de Doença não identificada causou Febre Maculosa, levando à morte aproximadamente 05 (cinco) pessoas, inclusive o Vereador daquela Região, Antônio Darcy Agrizzi, deixando a população em pânico. Este fato repercutiu em todo o Estado e a Secretaria Estadual de Saúde, imediatamente acionada, fez um minucioso trrabalho, combatendo os transmissores da doença (carrapato, piolho), para a tranqüilidade do povo.  Em Novembro do mesmo ano,registrou-se a maior enchente já vista no Município. Trombas d’água caíram na região de São Pedro, Aparecida e Limoeiro, inundando as casas de cerca de 100 (cem) Famílias ribeirinhas aos Rios Liberdade e São Pedro, que subiram aproximadamente 04 (quatro) metros. Os moradores viveram momentos de desespero,pois foram apanhados de surpresa, apesar dos gritos de alerta de algumas pessoas que foram rapidamente avisados e o toque do sino na Igreja Matriz.  O município de Marilândia, obteve apoio dos órgãos Federais na recuperação dos danos causados pela enchente, contudo a acolhida maior foi oferecida pelo Governo Estadual que caminha lado a lado com o Prefeito Municipal, tendo em vista a grandiosa vitória do candidato ao Governo Albuino Azeredo em Marilândia. Eleito Governador, Albuino aqui esteve em 18 de dezembro de 1990, para fazer um agradecimento especial aos eleitores, que depositaram nele a confiança de um Estado progressista.  O ano de 1992 foi marcado na Historia de Marilândia pela escolha de um novo Prefeito. 

 

Disputaram as eleições de 03 de outubro de 1991, os candidatos: Osmar Passamani e seu vice Sebastião Vermelho Neto, pela coligação PMDB-PDT-PSDB, candidato entãoapoiado pelo prefeito, José Carlos Milanezi; Dejacir Gregório Caversan, com seu vice Maurício Bravin pela coligação PFL-PTB. Osmar Passamani venceu as eleições com 3.236 votos. O candidato Dejacir Gregório Caversan obteve 2.447 votos. 

 

Vereadores eleitos pela chapa do candidato Osmar Passamani: 

* Francisco Ademar Passamani; 

* Itamar José Lorencini; 

* Alexandre Drago Neto; 

* Sérgio João Junca; 

* Silvino Altoé; 

* Jose Luís Astori; 

* Élio Bertolo; 

* Ângelo Bolsanelo; 

* Elieser Bonisegna. 

 

Vereadores eleitos pela chapa do candidato Dejacir Gregório Caversan: 

* Gema Marli Camata Caversan; 

* Tenório Gomes da Silva. 

 

A Diplomação dos candidatos eleitos a Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores ocorreu na sede do auditório da Escola de Primeiro Grau “Maria Izabel Falcheto”, no dia 13 de novembro de 1992. 

Osmar Passamani se comprometeu com o povo marilandense em promover a continuidade do trabalho desenvolvido pelo prefeito Jose Carlos Milanezi, atendendo as reivindicações das comunidades. 

O Slogan de sua campanha foi “frente popular” Osmar e Maneco. 

 

 

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